Print Craft (by Visual Inclination)

Letterpress (by Naomie Ross)

Casa Da Musica Identity (by sagmeisterinc)


I hate graphic design.
Tudo o que actualmente se pretende marginal, irracional, revoltado, “anti-arte”, anti-design, etc., desde o pop ao psicadélico e à arte na rua, tudo isso obedece, quer queira quer não, à mesma economia do signo. Tudo isso é design. Nada escapa ao design: eis a sua fatalidade.
Jean Baudrillard in ”Para uma crítica da Economia: Política do signo”. Rio de Janeiro: Elfos, 1995, p.206. (via beccari)

Logomarca, ainda e sempre!

Tratemos, pois, deste assunto tão polêmico, mas tão polêmico que, na minha arrogante opinião, figuraria ao lado de temas como a legalização do aborto, da pena de morte e do consumo de drogas. Assunto este que é parte da santíssima trindade das discussões infindáveis dos designers, composta ainda pela “regulamentação da profissão” e “Corel versus Illustrator”.


Não vou, aqui, dizer que logo vem de logos e que isso quer dizer palavra em grego porque todo mundo já sabe e não vai acresentar em nada a nossa discussão. Também vamos deixar de lado a palavra marca, porque esta não gera dúvidas quanto ao que é, de onde veio e aonde veio parar. O que parece tirar o sono de muitos (designers) é maldita Logo+Marca.


E vocês sabem (sabem?) que tem gente que se incomoda é com o seguinte: palavra+marca não quer dizer nada. Pois pra mim quer - muito! E como é que faz? Outros dizem que a palavra não é precisa (no sentido de precisão, se me faço claro). Uia! Tá aí um bom argumento.


Dá até vontade de criar um conselho só para conferir sentido às palavras imprecisas. Já pensou? Eu começaria com aquele equipamento que serve para erguer o carro quando o pneu fura. Que raios tem aquilo a ver com um macaco (que nossos irmãos latinos chamam-no de gato)? Um absurdo! Na nossa Língua, isso não poderia ser aceito.


Esses dias, um amigo comentava que as pessoas deveriam criar seus peixes em piscinas (do latim, piscis = peixe, onde se criam peixes) nadar em aquários (do grego, reservatório de água). Significados que inverteram-se completamente. Ponto pra ele!


Para ser justo, este tema deveria ser analisado sob diversas óticas. Ótica, como se sabe (duvido que saibam!) diz respeito ao ouvido e não só ao olho, que também é ótico, mas de uma outra etimologia (optica). Quer dizer que um termo pode levar médicos a confundir olho com ouvido? Quanta falta de profissionalismo! Só pode ser por obra de biólogos brasileiros, associados ao PT, claro. Por isso brado: morte à imprecisão das palavras.


Isso não é uma logomarca


E você sabe que a senhora Ana Luisa Escorel, designer e sumidade em assuntos da “língua”, chegou a inventar que essa tal de palavra-marca seria uma invenção dos marketeiros brasileiros. Ganha um beijinho (o doce, bem entendido) quem provar uma besteira dessas.


E não é que as palavras são mesmo inventadas pelas pessoas? Prostitutas, pipoqueiros, médicos, políticos, jornalistas, eu, você. Que mal haveria em marketeiros inventarem palavras? Ainda mais essa tal de palavra-marca que já existe há tanto tempo em inglês (wordmark, logo mark) e francês (logomarque). Como são puristas nossos designers!


A designer-lingüista ainda ataca pela via da baixaria. Quero dizer, vai lá nas camadas mais baixas da população criticar a maneira como o povo escolhe seus nomes. Pretendia até comentar sobre tantos sobrenomes ridículos estadunidenses, alemães etc que existem por aí, mas deixa pra lá. Não vale mesmo a pena.


Termino só com uma frase do Jânio (Quadros), tirada de um texto do Millôr: “Que língua, a nossa!”.

Marilena Chauí sobre a docência universitária

O trecho que reproduzo na sequência chegou até mim pelo grupo de discussão do FALE Design (Fórum Aberto sobre a Legislação do Ensino de Design). Este grupo se propõe a refletir sobre as mudanças no ensino de bacharelado e de tecnologia em design que estão ocorrendo este ano no MEC.

“Para muitos de nós [professores universitários] que não aderimos à mística modernizadora, parece incompreensível a atitude daqueles colegas que se deixam empolgar pela contagem de horas-aula, dos créditos, dos prazos rígidos para conclusão de pesquisas, pela obrigatoriedade de subir todos os degraus da carreira (que são graus burocraticamente definidos), do dever da presença física nos campi (para demonstrar prestação de serviço), pela confiança nos critérios quantitativos para exprimir realidades qualitativas, pela corrida aos postos e aos cargos. Para muitos, a adesão ao “moderno” aparece como abdicação do espírito de cultura. Não é bem verdade. Aqueles que aderiram ao mito da modernização simplesmente interiorizaram as vigasmestras da ideologia burguesa: do lado objetivo, a aceitação da cultura pelo viés da razão instrumental, como construção de modelos teóricos para aplicações práticas imediatas; do lado subjetivo, a crença na “salvação pelas obras”, isto é, a admissão de que o rendimento, a produtividade, o cumprimento dos prazos e créditos, o respeito ao livro de ponto, a vigilância sobre os “relapsos”, o crescimento do volume de publicações (ainda que sempre sobre o mesmo tema, nunca aprofundado porque apenas reescrito), são provas de honestidade moral e seriedade intelectual. Para boa parte dos professores, além do benefício dos financiamentos e convênios, a modernização significa que, enfim, a universidade se tornou útil e, portanto, justificável. Realiza a idéia contemporânea da racionalidade (administrativa) e alberga trabalhadores honestos. Em que pese a visão mesquinha da cultura aí implicada, a morte da arte de ensinar e do prazer de pensar, esses professores se sentem enaltecidos pela consciência do dever cumprido, ainda que estúpido. Evidentemente, não entram aqui os casos de pura e simples má-fé – isto é, dos colegas que usam a universidade não tanto para ocultar sua incompetência, mas para vigiar e punir os que ousam pensar.”

— Chauí, 1980, Escritos sobre universidade, p. 63.

Grace Slick, uma das mães do rock psicodélico, pairu também a genial White Rabbit. Palmas para a mulher que tinha um plano pra dar uma dose de LSD pro Presidente Nixon, dentro da Casa Branca.

Grace Slick, uma das mães do rock psicodélico, pairu também a genial White Rabbit. Palmas para a mulher que tinha um plano pra dar uma dose de LSD pro Presidente Nixon, dentro da Casa Branca.

Billykirk: leather crafters.

Introducing The Mast Brothers: chocolate crafters!

mayaraviana:

e foda-se Gestão do design, vo é ler Edinger.

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e foda-se Gestão do design, vo é ler Edinger.